Empresa do Paraná oferece menor preço por mais de mil câmeras corporais para a Brigada Militar e a Polícia Civil

Marcos Fonseca

Empresa do Paraná oferece menor preço por mais de mil câmeras corporais para a Brigada Militar e a Polícia Civil
Brigada Militar já usa equipamentos acoplados ao fardamento em ações especiais. Pregão prevê fornecimento de 1,1 mil aparelhos por R$ 700 mil. Foto: Brigada Militar (Divulgação)

Com proposta de R$ 700 mil, a paranaense L8 Group venceu o pregão eletrônico do governo do Rio Grande do Sul para o aluguel de câmeras corporais para a Polícia Civil e a Brigada Militar. O processo foi realizado na segunda-feira (26) pela Central de Licitações (Celic).

Duas empresas apresentaram propostas – a outra foi a Teltronic Brasil Ltda. A L8 Group apresentou o menor preço para o fornecimento de 1,1 mil equipamentos. A proposta equivale a R$ 636 por câmera. O objetivo é a prestação do serviço de captação, transmissão, armazenamento, custódia, compartilhamento e gestão das imagens.

De acordo com a Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), para ser declarada vencedora, a empresa precisa aguardar a análise da proposta pelos órgãos de segurança. Não há prazo para isso ocorrer.

Com sede em Quatro Barras (PR), a L8 Group surgiu em 2014 e atua no desenvolvimento de tecnologia para a área da segurança em todo o país. Atualmente, a empresa já fornece serviços ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) e ao Centro Administrativo Fernando Ferrari, do governo do Rio Grande do Sul. A Defensoria Pública gaúcha também integra a lista de clientes.

Operação

As câmeras de vídeo são equipamentos que ficam acoplados no uniforme do policial em serviço. Eles servem para dar segurança tanto ao trabalho do agente da segurança como para a pessoa que é abordada, pois mostra o procedimento adotado. Pelo menos 90% das câmeras serão destinadas à Brigada Militar, por fazer o policiamento nas ruas.

A Assembleia Legislativa havia aprovado, em dezembro de 2021, o projeto do governo do Estado para a aquisição dos aparelhos, que já são usados pela Polícia Militar de São Paulo. Em agosto, ao falar sobre a morte de Gabriel Marques Cavalheiro, o governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) havia assegurado que agilizaria a aquisição das câmeras ainda em 2022. O jovem de 18 anos morreu depois de uma abordagem da Brigada Militar em agosto deste ano, em São Gabriel. Três policiais são investigados.

Inicialmente, a tecnologia será utilizada na Capital e na Região Metropolitana. Os dispositivos gravam durante 12 horas ininterruptas, e as imagens são transmitidas para um servidor, que armazena as gravações, direcionadas somente ao comando-Geral da Brigada Militar. As imagens não poderão ser copiadas diretamente da câmera.

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